Pai encontra cabeça de menor em sacola

RAC | Cadastrada em: 20/11/2013 às 13:35:41 | Atualizada: 20/11/2013 às 13:41:01

Horrorizado com a cena, chamou a Polícia Militar e acabou descobrindo, após a perícia, que o crânio pertencia a um jovem de 17 anos, que havia sido assassinado por seu próprio filho

  • Wellington (foto) foi preso e confessou ter matado o adolescente por asfixia e enterrado o corpo no quintal da casa  (Divulgação: RAC)
  • Crânio pertencia a Lucas Matheus Camargo, de 17 anos, o Luquinha (foto), que havia sido assassinado no dia 17 de setembro (Divulgação: RAC)
  • Crânio pertencia a Lucas Matheus Camargo, de 17 anos, o Luquinha, e foi enterrado nesta cova (foto) (Divulgação: RAC)

Ao procurar ferramentas na garagem de casa, na rua João Ruiz Martins, no Jardim Santa Lúcia, zona Norte de Sorocaba, por volta de 13h desta terça-feira (19), Renato Elias dos Santos encontrou em uma sacola plástica uma cabeça humana, que havia tido a carne queimada.

Horrorizado com a cena, chamou a Polícia Militar e acabou descobrindo, após a perícia, que o crânio pertencia a Lucas Matheus Camargo, de 17 anos, o Luquinha, que havia sido assassinado no dia 17 de setembro por seu próprio filho, Wellington Elias dos Santos, de 27.

Wellington foi preso e confessou ter matado o adolescente por asfixia e enterrado o corpo no quintal da casa onde ele, Wellington, morava sozinho, à rua Zemira Rosa, 65, no Parque Vitória Régia 2, também na zona Norte. 

Disse ainda que matou por desavenças envolvendo drogas.

No domingo (17), depois de dois meses do crime, Wellington achou que só haveria ossos do cadáver e resolveu desenterrar o corpo para queimar e colocar as partes separadas em caçambas de lixo do bairro, livrando-se assim, definitivamente, da autoria do crime.

Após dividir o corpo, que ainda não havia se decomposto, ele queimou uma parte e a levou para uma caçamba do bairro. 

Mas Wellington achou pesadas as outras partes e as deixou em sacolas plásticas na casa. Só a cabeça foi queimada e levada para a casa do pai.

Na segunda-feira (18), as partes do corpo de Luquinha deixadas em sacolas começaram a cheirar mal. O mau-cheiro chamou a atenção dos vizinhos, que comunicaram a polícia. 

Como Wellington não estava lá, os policiais arrombaram a porta e encontraram as sacolas e a cova.

Apesar da confissão, Wellington não ficaria preso porque não houve flagrante. Entretanto, o delegado Frederico Urban Monteiro usou o crime de ocultação de cadáver, que é afiançável, para detê-lo. Fixou uma fiança de R$ 50 mil, que ele não tinha como pagar.

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